quarta-feira, junho 27, 2007

Comprimido de Insulina



Um novo comprimido, que regula os níveis de açúcar o sague, poderá vir a permitir substituir as injecções de insulina no tratamento da diabetes.
Segundo a edição online do Sol, os especialistas da empresa britânica Diabetology afirmam ter encontrado a solução para impedir que as cápsulas se desfaçam devido aos ácidos do estômago, o maior problema encontrado, até agora, na administração oral da substância. Os peritos desenvolveram um revestimento especial, permitindo que os comprimidos passem directamente para o intestino, onde a insulina tem de ser obrigatoriamente absorvida, o que não era conseguido anteriormente. O fármaco, que foi testado em 16 pacientes, só verá os seus detalhes revelados após a apresentação das descobertas à Associação Americana de Diabetes.

Espera-se que a nova terapêutica, tomada duas vezes por dia, antes do pequeno-almoço e do jantar, venha a revelar que as doses orais de insulina permitem regular os níveis de açúcar no sangue e tratar a diabetes, sobretudo a de tipo II.
A comunidade científica do Reino Unido já aplaudiu a descoberta, mas adverte que as conclusões ainda são muito prematuras pelo que devem ser tratadas com precaução, uma vez que gostariam de ver «resultados mais concretos».
Actualmente, já está disponível no mercado uma solução inalável para os diabéticos com fobia de agulhas ou que não conseguem injectar-se.



Aqui está o press-release deste acontecimento.

Que breakthrough!


terça-feira, junho 26, 2007

Inovações em drug delivery



A empresa Kurve Tecnology, Inc.,patenteou um sistema de drug delivery chamado "Controled Particle Dispersion ® " que permite que as partículas em aerosol sejam transportadas para o nariz e iniciem um fluxo turbulento sob a forma de vórtices, permitindo uma melhor distribuição e alcance nos seios nasais e toda a zona respiratória envolvente.

Using the principle of vortical flow, CPD effectively disrupts inherent nasal cavity airflows to deliver formulations to the entire nasal cavity including the olfactory region and paranasal sinuses. By optimizing droplet size and trajectory, CPD saturates the nasal cavity, lengthens formulation residence time, and minimizes peripheral deposition to the lungs and stomach.
quote daqui

Os seus aparelhos intranasais são feitos para que as partículas sejam transportadas e depositadas de um modo mais previsível e controlado, comparativamente com os atomizadores nasais tradicionais. Visto que alguns problemas de drug delivery nesta área podem estar a ser resolvidos inovando com este tipo de aparelhos, a tendência poderá implicar a administração de fármacos para o cérebro, medicamentos com distribuição sistémica ou até administração intranasal de vacinas.

O equipamento é realmente inteligente! Para além de optimizar a distribuição do fármaco no nariz, criando um sistema saturado, tem pequenos pormenores que são bastante vantajosos: transferência de dados (por exemplo, frequência e dose para relembrar ao doente), um ecrãzinho para mostrar a informação e a possibilidade de alerta contra falsificações e abuso de dosagem.


domingo, junho 24, 2007

Notícias do Mundo da Saúde!

Hoje trago duas notícias bastante interessantes!



Foi aprovado nos Estados Unidos pela FDA a utilização do fármaco pregabalina, comercializado sobre o nome de Lyrica®, para o tratamento da fibromialgia. Este fármaco, aprovado anteriormente para o tratamento da epilepsia, estados de ansiedade generalizados e para a dor neuropática, é um inibidor dos canais de cálcio dependentes de voltagem.
Interessante é o facto da fibromialgia não ter, concretamente, critérios de diagnóstico. Há um certo consenso em relação a uma série de sintomas, mas não há critérios claros que possam indicar se um indíviduo tem ou não fibromialgia. Muitos dos sintomas podem ser oriundos de outras patologias como a depressão, lupus eritematoso, ou deficiência em vitamina B12, pelo que penso que o diagnóstico desta doença não deva ser fácil.
E por isto mesmo ponho a minha pergunta: como é que se aprova um medicamento para uma determinada patologia, se nem é possível diagnosticá-la convenientemente?



Um outro tema, também bastante interessante tem a ver com o vírus VIH: cientistas de Seattle conseguiram construir um retrovírus que infectava os primatas à 4 milhões de anos atrás. Este vírus chamado de PERV, Pan troglodyte endogenous virus (que nome!!), foi construido a partir do genoma do chimpanzé, analisando a sua sequência genómica e por eliminação das mutações que foi sofrendo ao longo do tempo.
Posteriormente ensaiaram-no em linhas celulares humanas e de chimpanzé, e verificaram que este retrovírus era capaz de infectar apenas as células de chimpanzé. Isto porque uma proteína, a TRIM-5, que existe nos primatas torna imunes as células humanas e não as do chimpanzé.
Esta proteína é capaz de bloquear a infecção pelo vírus VIH nos chimpanzés e não nos humanos. Aparentemente, a evolução desta proteína nas duas espécies fez com que a espécie humana fosse imune a este vírus antigo, mas não ao VIH, e vice-versa no chimpanzé.
É claro que se trata ainda de um tema especulativo, mas pelo menos deixa boas ideias no ar para futuras investigações!

sábado, junho 16, 2007

Rx

Para quem tem estado nas farmácias nos últimos tempos, têm verificado de certeza que a ARS começou a devolver receitas por motivos bastante mesquinhos. A última que ouvi foi a de uma receita, à qual o farmacêutico acrescentou as siglas RT, e que não tinham sido escritas pelo médico. A ARS sugeriu que se fizesse uma fotocópia do cartão do utente e a enviasse conjuntamente com a receita; isto porque supostamente não teriam maneira de se certificarem que o doente tinha direito a esta comparticipação.

Ora, o preenchimento correcto das receitas não é propriamente uma tarefa farmacêutica, pelo que era de algum modo conveniente que os médicos começassem a preenchê-las com todas as informações importantes. Muitas vezes tem de ser quem está ao balcão a avisar os doentes para verem se uma receita está bem preenchida, isto antes de saírem do consultório/centro de saúde, já que falta de datas, vinhetas, nº de beneficiário, etc., são o pão nosso de cada dia nas farmácias.

Já agora, uma jeitosa que apanhei à dias: uma receita que dizia simplesmente "nitrofurantoína, qtd 1". Agora adivinhem a dose, a forma farmacêutica e a posologia do manipulado para o doente!
Ao menos um FSA para fazer sentir que até somos capazes de criar arte!

quarta-feira, junho 13, 2007