quinta-feira, dezembro 13, 2007

Na sequência...

Na sequência daquilo a que tenho falado ultimamente, ontem foi anunciada a decisão de incluir no plano de vacinação gratuita do nosso país, a vacina contra o cancro do cólo do útero.
Uma vacina que será administrada preferencialmente em raparigas com 13 anos de idade, a razão da escolha prende-se pois nesta idade não terão iniciado a sua vida sexual e ainda estão numa idade em que coincide a administração de outras vacinas (segundo o artigo).

Uma boa notícia. Para a sociedade portuguesa. Claro que não é uma boa notícia para quem toma conta das finanças deste país (pois a vacinação é em três fases, com um custo total de cerca de 500 euros). Mas é bom saber que ainda há quem siga prioridades. Em nome da saúde e do decréscimo da incidência deste tipo de cancro nas futuras mulheres adultas portuguesas.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Piadas Farmacêuticas (III)

Acabei de colar a senha de passe na carteira profissional...
Já posso apanhar o 732 para o hospital... :S

domingo, dezembro 09, 2007

Etanercept

A 25 de Outubro de 2007 foi publicado em Diário da República um despacho do Secretário de Estado da Saúde que possibilita o acesso do etanercept (Enbrel®) a doentes não seguidos nos hospitais públicos.


Até 1 de Dezembro de 2007 este medicamento, disponível apenas no ambulatório das farmácias hospitalares, só podia ser dispensado aos doentes de artrite reumatóide, espondilite anquilosante, artrite psoriática, artrite idiopática juvenil e psoríase em placas do próprio hospital onde era dispensado. Para além disso, os custos deste medicamento eram exclusivamente suportados pelo próprio hospital que o receitava/dispensava, excepto quando os doentes estavam abrangidos por subsistemas de saúde, etc.
A entrada em vigor deste despacho alterou radicalmente esta prática:

1 - Doentes provenientes de consultas da especialidade (públicas ou particulares) podem levantar a medicação nos serviços farmacêuticos dos hospitais públicos;

2 - O custo da medicação, quando cedida em ambulatório e para doentes sem substistemas de saúde, deixa de ser suportada pelo hopital mas sim pela ARS do doente;

Ou seja, este medicamento que anteriormente estava apenas disponível para os doentes do próprio hospital, passa a estar disponível para qualquer doente desde que prescrito em consultas da especialidade. Significa também que pela primeira vez terapêuticas biológicas deixam de ser exclusivas de doentes seguidos em consultas hospitalares, para estarem disponíveis a doentes destas patologias seguidos em consultas particulares.
E mais: o ambulatório dos serviços farmacêuticos hospitalares, com a dispensa deste medicamento, passa a estar mais aberto à comunidade extra-hospitalar.
Estamos à espera que haja consequentemente um grande aumento do consumo deste medicamento, mas esperamos também que os doentes beneficiem desta terapêutica. Para além disso, outros medicamentos para estas patologias podem no futuro beneficiar desta alteração, visto que o despacho abre a possibilidade para que outros medicamentos possam vir a estar sujeitos a este novo regime.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Uma causa a não esquecer



É verdade que estamos a aproximar-nos do Natal, e mesmo que seja uma época propícia a actos de solidariedade [e que devemos constantemente lembrar que não deveria ser só nesta época que tais actos se exacerbassem], venho chamar a vossa atenção à petição STOP Cervical Cancer. Cada um de nós pode assinar a petição. Pede-se aos Governos da União Europeia para tornar parte dos seus programas nacionais de saúde o rastreio para o cancro do cólo do útero criando assim condições para uma detecção mais precoce desta doença.



Uma petição em que curiosamente Portugal já tem 10933 assinaturas.